Emoção, foi o que senti quando vi aqueles alunos naquela manhã de terça-feira no dia 21 de Junho. Todos com suas invenções poéticas representando o Antigo Egito, transformaram a escola em um palco da vida. Vida tão sofrida e as vezes não entendida por nós professores. Agradeço a todos os meus pequenos (grandes) alunos das 5° Séries 23 A, B e C, pelo o lindo trabalho desenvolvido.
Deixo uma frase que representa o que vocês fizeram:
“Foi o tempo que dedicastes a tua rosa que a fez tão importante”
Antoine de Saint-Exupéry autor do Livro: O Pequeno Príncipe
Vocês pequenos príncipes e princesas, sonhem. Demasiadamente, sonhem.
E nunca deixem que alguém limite os sonhos de vocês.
Ronaldo
Holocauto
segunda-feira, 4 de julho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Piche-me, por favor!
P'ros desavisados que andam pichando as paredes das Escolas, aproveitem o espaço e usem a imaginação.
http://piche.me/issoehistoria
http://piche.me/issoehistoria
6° Série - Projeto Nosso Povo, Nossa Cor
O Projeto "Nosso Povo, Nossa Cor" visa a divulgação da cultura indígena e suas diversidades. A turma 602 da Escola Municipal José Lucas Filho (Contagem-MG), foi a primeira turma a montar o painel representando a pluralidade do nosso povo nativo dessas terras brasilis.
Respeite, aprecie e divulgue sempre!
Sem um fim social o saber será a maior das futilidades.
Gilberto Freyre
Respeite, aprecie e divulgue sempre!
Sem um fim social o saber será a maior das futilidades.
Gilberto Freyre
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Urbana Legio Omnia Vincit.
Nunca haverá um banda (ou um artista seja como for) que representará tão bem a juventude como a Legião Urbana representou.
Viva a Legião...Viva Renato Russo!
6° Série - Teatro - Trabalho de História – Turma 31 A (6° Série) - Escola Josefina de Souza Lima- Contagem - MG
Trabalho de História – Turma 31 A
Apresentação de Teatro
Tema: Música “Faroeste Caboclo” – Legião Urbana
Título: Faroeste Caboclo
Participantes: Willian, Humberto, Gabriela, Guilherme, Nádia, Daniel, Pedro, Amanda, Ingrid, Taynah, Clara, Larissa, Wallisson, Henrique, Keven, Felipe, Gabriel Felipe e Mateus
Personagens: João de Santo Cristo-Willian, Jeremias-Humberto, Pablo-Guilherme, Maria Lucia- Nádia, Soldado/Policial1-Daniel , Pai do João de Santo Cristo/Policial2-Pedro, Ministra-Amanda, Menina1/Dona da rodoviaria-Ingrid, Menina2/Bancaria, Taynah, Menina3- Clara, Boiadeiro –Wallisson, Boyzinho2/Homem rico-Henrique
Dona do armazém-Gabriela, Repórter-Larissa, Câmera Men-Gabriel Felipe, Preso-Felipe, Boyzinho1-Kevem, Narrador-Mateus
ROTEIRO
1ª Cena- (O pai de João morre por um tiro,e João vê o pai morto e começa a chorar)
2ªCena-(João começa a roubar)
JOÃO- Passa o dinheiro!!
DONA DA LOJA- Ta ta bom!!
3ªCena-(João vai pro lado das meninas)
JOÃO-Vem Ca vem
Menina2-Aaa tarado
Menina1-Sai daqui seu tarado vai comer outra
João-Vem Ca você então!!
Menina3-Saiiiiiiiiiiii
4ªCena-(Policiais pegam João e levam pro reformatório)
Policial1- Vem Ca muleke vem..
Policial2-Anda mariginal vem Ca anda logo!!
João-Ta ta...
5ªCena-(João no reformatório o preso começa a bater nele e a xinga-lo)
Preso-Por que você ta aqui??
(João não responde)
Preso-Em?!?! EU TO TE PERGUNTADO!!!OU VOCÊ É SURDO E MUDO?! AHN?!!
João-Não sou não....
Preso-ENTÃO POR QUE NAUM ME RESPONDEU??(começa a bater no João)
6ªCena-(Três meses se passaram e João saiu do reformatório,a primeira coisa que vez foi comprar uma passagem para SALVADOR)
João-Quero uma passagem para Salvador
Dona da rodoviária-Sim,custa R$100,00...Toma
João-Valeu
7ªCena-(João chega em Salvador e vai tomar um café, na mesa ao lado,tinha um boiadeiro)
João-Me dá um café....
Dona do armazém-Sim,só um instante
João-Ei
Boiadeiro-Ei...
Dona do armazém-Aqui esta seu café
João-Obrigada
Dona do armazém-De nada
(JOÃO CONTA SUA HISTORIA PARA O BOIADEIRO)
Boiadeiro-Nossa que história... Já sei tenho uma passagem pra Brasília,tô precisando visitar minha filha,mas eu fico aqui e você vai no meu lugar!
João-Muito obrigada!!
8ªCena-(João entra no ônibus para Brasília chegando La fica encantado com as luzes de natal)
João-Meu Deus que cidade LINDA!! No ano novo eu começo a trabalhar
9ªCena-(João começa a trabalhar de carpinteiro,depois vai ao banco receber cem mil)
João-Vim receber meu salário
Bancaria-Aqui esta!
10ª Cena-(João sai pro armazém e conheci PABLO)
João-Oi.. prazer sou João
Pablo- Oi.. sou o Pablo
(Pablo começa a conversa com João)
11ªCena-(João começa a juntar dinheiro para abrir um negocio)
João-Vou me virar que nem Pablo.
Cena- (REPORTER FALA COM A MINISTRA)
REPORTER- Quais são suas propostas??
Ministra: Prometo diminuir os impostos e aumentar o salario
12ªCena-(João vira rico e acaba com todos os traficantes)
13ªCena-(João conheceu uns boyzinhos e foi pro mau caminho)
Boyzinho1:Cole??
João: Oi
Boyzinho2:Vamo ali fuma um tiquim??
(João vai e começa a roubar)
14ªCena-(João voltou para a prisão)
15ªCena-(João conhece Maria Lucia)
João-Maria Lucia você é muito linda,com você eu quero me casar, Maria Lucia, Pra sempre vou te amar
16ªCena-(Chega um Homem rico, na casa de João,)
Homem rico: Toma esse dinheiro pra vc sair de Brasília
João:Não
Homem: Vc perdeu sua vida meu irmão (x4)
17ªCena: (pediu pra Pablo trazer uma arma do Peru)
18ªCena:(Jeremias chega na cidade)
19ªCena: (Jeremias quer acabar com João)
Jeremias: João vc esta morto
20ªCena: (Jeremias da em cima das meninas)
Jeremias-Vem Ca vem
Menina2-Aaa tarado
Menina1-Sai daqui seu tarado vai comer outra
Jeremias-Vem Ca você então!!
Menina3-Saiiiiiiiiiiii
21ªCena-(João decidi ir ver Maria Lucia)
João: OQ??? VC SE CASOU COM ELE?? (João começa a chorar)
22ªCena:(João chama Jeremias para um duelo)
João:Amanha,2 horas na ceilândia
23ªCena: (Todos esperam o duelo de Jeremias e João)
Repórter: Estamos aqui esperrando começar o duelo
(Jeremias deu um tiro nas costas de João)
24ªCena: (João mando Jeremias olhar pra trás)
João- olha pra Ca seu mau amado, seu bandido, eu naum sou homem que atiro pelas costas
25ªCena : ( João da um tiro em Jeremias)
E Maria Lucia morre com João
Todos gritam JOÃO DE SANTO CRISTO!!
“Ele queria era falar com o presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz sofrer!”
Apresentação de Teatro
Tema: Música “Faroeste Caboclo” – Legião Urbana
Título: Faroeste Caboclo
Participantes: Willian, Humberto, Gabriela, Guilherme, Nádia, Daniel, Pedro, Amanda, Ingrid, Taynah, Clara, Larissa, Wallisson, Henrique, Keven, Felipe, Gabriel Felipe e Mateus
Personagens: João de Santo Cristo-Willian, Jeremias-Humberto, Pablo-Guilherme, Maria Lucia- Nádia, Soldado/Policial1-Daniel , Pai do João de Santo Cristo/Policial2-Pedro, Ministra-Amanda, Menina1/Dona da rodoviaria-Ingrid, Menina2/Bancaria, Taynah, Menina3- Clara, Boiadeiro –Wallisson, Boyzinho2/Homem rico-Henrique
Dona do armazém-Gabriela, Repórter-Larissa, Câmera Men-Gabriel Felipe, Preso-Felipe, Boyzinho1-Kevem, Narrador-Mateus
ROTEIRO
1ª Cena- (O pai de João morre por um tiro,e João vê o pai morto e começa a chorar)
2ªCena-(João começa a roubar)
JOÃO- Passa o dinheiro!!
DONA DA LOJA- Ta ta bom!!
3ªCena-(João vai pro lado das meninas)
JOÃO-Vem Ca vem
Menina2-Aaa tarado
Menina1-Sai daqui seu tarado vai comer outra
João-Vem Ca você então!!
Menina3-Saiiiiiiiiiiii
4ªCena-(Policiais pegam João e levam pro reformatório)
Policial1- Vem Ca muleke vem..
Policial2-Anda mariginal vem Ca anda logo!!
João-Ta ta...
5ªCena-(João no reformatório o preso começa a bater nele e a xinga-lo)
Preso-Por que você ta aqui??
(João não responde)
Preso-Em?!?! EU TO TE PERGUNTADO!!!OU VOCÊ É SURDO E MUDO?! AHN?!!
João-Não sou não....
Preso-ENTÃO POR QUE NAUM ME RESPONDEU??(começa a bater no João)
6ªCena-(Três meses se passaram e João saiu do reformatório,a primeira coisa que vez foi comprar uma passagem para SALVADOR)
João-Quero uma passagem para Salvador
Dona da rodoviária-Sim,custa R$100,00...Toma
João-Valeu
7ªCena-(João chega em Salvador e vai tomar um café, na mesa ao lado,tinha um boiadeiro)
João-Me dá um café....
Dona do armazém-Sim,só um instante
João-Ei
Boiadeiro-Ei...
Dona do armazém-Aqui esta seu café
João-Obrigada
Dona do armazém-De nada
(JOÃO CONTA SUA HISTORIA PARA O BOIADEIRO)
Boiadeiro-Nossa que história... Já sei tenho uma passagem pra Brasília,tô precisando visitar minha filha,mas eu fico aqui e você vai no meu lugar!
João-Muito obrigada!!
8ªCena-(João entra no ônibus para Brasília chegando La fica encantado com as luzes de natal)
João-Meu Deus que cidade LINDA!! No ano novo eu começo a trabalhar
9ªCena-(João começa a trabalhar de carpinteiro,depois vai ao banco receber cem mil)
João-Vim receber meu salário
Bancaria-Aqui esta!
10ª Cena-(João sai pro armazém e conheci PABLO)
João-Oi.. prazer sou João
Pablo- Oi.. sou o Pablo
(Pablo começa a conversa com João)
11ªCena-(João começa a juntar dinheiro para abrir um negocio)
João-Vou me virar que nem Pablo.
Cena- (REPORTER FALA COM A MINISTRA)
REPORTER- Quais são suas propostas??
Ministra: Prometo diminuir os impostos e aumentar o salario
12ªCena-(João vira rico e acaba com todos os traficantes)
13ªCena-(João conheceu uns boyzinhos e foi pro mau caminho)
Boyzinho1:Cole??
João: Oi
Boyzinho2:Vamo ali fuma um tiquim??
(João vai e começa a roubar)
14ªCena-(João voltou para a prisão)
15ªCena-(João conhece Maria Lucia)
João-Maria Lucia você é muito linda,com você eu quero me casar, Maria Lucia, Pra sempre vou te amar
16ªCena-(Chega um Homem rico, na casa de João,)
Homem rico: Toma esse dinheiro pra vc sair de Brasília
João:Não
Homem: Vc perdeu sua vida meu irmão (x4)
17ªCena: (pediu pra Pablo trazer uma arma do Peru)
18ªCena:(Jeremias chega na cidade)
19ªCena: (Jeremias quer acabar com João)
Jeremias: João vc esta morto
20ªCena: (Jeremias da em cima das meninas)
Jeremias-Vem Ca vem
Menina2-Aaa tarado
Menina1-Sai daqui seu tarado vai comer outra
Jeremias-Vem Ca você então!!
Menina3-Saiiiiiiiiiiii
21ªCena-(João decidi ir ver Maria Lucia)
João: OQ??? VC SE CASOU COM ELE?? (João começa a chorar)
22ªCena:(João chama Jeremias para um duelo)
João:Amanha,2 horas na ceilândia
23ªCena: (Todos esperam o duelo de Jeremias e João)
Repórter: Estamos aqui esperrando começar o duelo
(Jeremias deu um tiro nas costas de João)
24ªCena: (João mando Jeremias olhar pra trás)
João- olha pra Ca seu mau amado, seu bandido, eu naum sou homem que atiro pelas costas
25ªCena : ( João da um tiro em Jeremias)
E Maria Lucia morre com João
Todos gritam JOÃO DE SANTO CRISTO!!
“Ele queria era falar com o presidente
Pra ajudar toda essa gente que só faz sofrer!”
Chico, o gênio!
Francisco Buarque de Hollanda nasceu no dia 19 de junho de 1944 no Rio de Janeiro, mais conhecido como Chico Buarque ou ainda Chico Buarque de Hollanda, é um músico, dramaturgo e escritor brasileiro.
Chico Buarque, grande poeta...O gênio!
6° Série - Teatro - Trabalho de História – Turma 31 A (6° Série) - Escola Josefina de Souza Lima- Contagem - MG
Trabalho de História – Turma 31 A
Apresentação de Teatro
Tema: Música “Construção” – Chico Buarque
Título: Construção
Participantes:
Gabriel Mauricio, Alexandre, João, Agnys, Christian, Jhulia, Vivian,
Jhenifer, Luan, Erica, Thais, Mayra, Washington, Mirian.
Roteirista: Gabriel Maurício
Figurino: Todos participantes
Cenário: Todos participantes
Hoje vamos falar tudo da música “Construção” de Chico Buarque.
Construção
Amou daquela vez como se fosse a última
Amou daquela vez como se fosse o último
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a única
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Sentou pra descansar como se fosse príncipe
Sentou pra descansar como se fosse pássaro
E flutuou no ar como se fosse pássaro
E flutuou no ar como se fosse sábado
E flutuou no ar como se fosse príncipe
E acabou no chão feito um pacote flácido
E acabou no chão feito um pacote tímido
E acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Morreu na contramão atrapalhando o público
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Este poema, além de sua extraordinária construção artística, reflete uma face trágica do homem, visualizado num momento de vida (em “construção”). Mas, ao construir, o homem é destruído por todo um sistema desumano, por toda uma concepção egoísta. Passa por um processo de coisificação, desde a primeira estrofe:
Amou daquela vez como se fosse máquina
O que se confirma pelo resultado desse processo:
E acabou no chão feito um pacote flácido
E acabou no chão feito um pacote tímido
E acabou no chão feito um pacote bêbado
É reafirmado na última estrofe, em que o ser humano é visto, diante da coletividade, de forma irônica, já que o sábado é um dia convencionalmente feito para o lazer. E esse homem, que nem nome tem, tão coisa que é, tão nada, não poderia ficar impune. Sua desgraça foi morrer num sábado, na contramão, atrapalhando a vida, os divertimentos. Contudo, esse anônimo atrapalhou a sociedade, perturbou o sistema, destruiu o instituído, desestabeleceu o estabelecido, desfez o que estava feito, desarmou o armado. Por isso mesmo, Construção “desencanta o encantado, desmitifica o mito, ordena o caótico”.
O poeta questiona insensatez da sociedade, seu desdém pelo próximo, seu desinteresse comunitário. E, ratificando a castração dos valores essenciais do homem, durante essa triste vida (“construção”), o amor é praticamente anulado, enquanto impossibilidade de concretização:
Amou daquela vez como se fosse a última
Amou daquela vez como se fosse o último
Chico atesta a desumanização do homem: Amou daquela vez como se fosse máquina
O fim demonstra a anulação total. O resultado de tudo é a inutilidade:
Morreu/Morreu/Morreu
Chico Buarque mostra a indiferença, a opressão exercida sobre os mais humildes, redução, cada vez maior, da individualidade humana. Registra o homem esquecido, perdido em seu anonimato.
Por meio de grande intensidade rítmica, com o final dos versos em proparoxítonas e trissílabas (recurso raro em língua portuguesa), numa cadência coerente ao tema (a repetição de palavras e frases reflete a própria repetição rotineira da vida do anônimo), o texto articula os contrários, sem suprimi-los, dado característico da imagem poética.
A tensão entre humano (flácidas, flácido, tímido e bêbado) e não-humano (paredes, pacote) retrata a densidade poética e a visão social do autor.
O uso do pra não é só marca de oralidade mas faz-se necessário o uso do pra no sentido de manter a musicalidade, a rima
O homem (“bêbado, “tímido” etc.) é coisificado (“paredes”, “pacote” etc.), ratificando a crítica política e social do texto.
A consciência social de Chico Buarque de Holanda em Construção, como em toda a sua obra, é evidente. Sabe o poeta que a poesia é o seu instrumento, o seu veículo de denúncia, de crítica, de representação de uma realidade desumana e injusta, pois é preciso que o homem não seja “máquina” nem “pacote”. Mas que signifique. Que também possa exercer sua liberdade.
Assim deve ser visto pela sociedade. Chico aponta para uma estrutura social que não gostaria que existisse para uma coisificação do homem que não deve persistir. Em Construção, o sujeito é generalizado.
O homem é visto, em relação à sociedade, de maneira trágica, oprimido, marcado pela inutilidade. Ele constrói, mas é destruído.
A música "construção" incorpora vários elementos que podem nos dar uma idéia do que ela trata e o porquê de ter sido escrita da forma que foi.
Eu penso que há duas mensagens básicas na letra. Uma que salta logo no início é quando ele, Chico, arrola uma série de ações banais, mas que só são banais pelo automatismo com que são executadas. Por exemplo: amar, beijar, atravessar, subir, etc. O homem executa várias ações sem meditar sobre o gesto. Assim vamos vivendo em família, circulando pela cidade, trabalhando, etc, tudo numa repetição monótona. Tudo se passa como se tivéssemos um botão de iniciar e pronto
Essa colocação denuncia o esvaziamento dos gestos, tudo fica destituído de um significado maior.
A outra mensagem que também é passada diz respeito à opressão externa, aquela que é exercida sobre os homens e os transforma nas máquinas de trabalhar, amar, etc. Essa é uma crítica de cunho social. Essa denúncia nos faz pensar que pode existir uma forma diferente de tudo ser feito, executado ou vivido.
Há também crítica ao papel da religião, destacando sua pouca efetividade em resolver o problema social, deixando tudo num "Deus lhe pague".
Por último, percebe-se que é posta uma ênfase na última palavra de cada estrofe. Essas palavras são todas proparoxítonas e dá um encadeamento, ou melhor, uma pausa que realça o seu significado. Assim temos as palavras última, último, único, tímido, máquina, sólidas, mágico, lágrima, sábado, príncipe, náufrago, bêbado, etc. Essa forma de poetisar é um convite à reflexão.
Quanto ao arranjo, são incorporadas cacofonias, dodecafonias, num vibrante que vai atingindo, aos poucos, gradativamente, um máximo de intensidade
Essa casa é para nós representarmos como a realidade é desumana e injusta e como nós já dissemos ,
A consciência social de Chico Buarque de Holanda em Construção, como em toda a sua obra, é evidente. Sabe o poeta que a poesia é o seu instrumento, o seu veículo de denúncia, de crítica, de representação de uma realidade desumana e injusta, pois é preciso que o homem não seja “máquina” nem “pacote”. Mas que signifique. Que também possa exercer sua liberdade. Assim deve ser visto pela sociedade. Chico aponta para uma estrutura social que não gostaria que existisse para uma coisificação do homem que não deve persistir. Em Construção, o sujeito é generalizado. O homem é visto, em relação à sociedade, de maneira trágica, oprimido, marcado pela inutilidade. Ele constrói, mas é destruído
Apresentação de Teatro
Tema: Música “Construção” – Chico Buarque
Título: Construção
Participantes:
Gabriel Mauricio, Alexandre, João, Agnys, Christian, Jhulia, Vivian,
Jhenifer, Luan, Erica, Thais, Mayra, Washington, Mirian.
Roteirista: Gabriel Maurício
Figurino: Todos participantes
Cenário: Todos participantes
Hoje vamos falar tudo da música “Construção” de Chico Buarque.
Construção
Amou daquela vez como se fosse a última
Amou daquela vez como se fosse o último
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a única
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Sentou pra descansar como se fosse príncipe
Sentou pra descansar como se fosse pássaro
E flutuou no ar como se fosse pássaro
E flutuou no ar como se fosse sábado
E flutuou no ar como se fosse príncipe
E acabou no chão feito um pacote flácido
E acabou no chão feito um pacote tímido
E acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Morreu na contramão atrapalhando o público
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Este poema, além de sua extraordinária construção artística, reflete uma face trágica do homem, visualizado num momento de vida (em “construção”). Mas, ao construir, o homem é destruído por todo um sistema desumano, por toda uma concepção egoísta. Passa por um processo de coisificação, desde a primeira estrofe:
Amou daquela vez como se fosse máquina
O que se confirma pelo resultado desse processo:
E acabou no chão feito um pacote flácido
E acabou no chão feito um pacote tímido
E acabou no chão feito um pacote bêbado
É reafirmado na última estrofe, em que o ser humano é visto, diante da coletividade, de forma irônica, já que o sábado é um dia convencionalmente feito para o lazer. E esse homem, que nem nome tem, tão coisa que é, tão nada, não poderia ficar impune. Sua desgraça foi morrer num sábado, na contramão, atrapalhando a vida, os divertimentos. Contudo, esse anônimo atrapalhou a sociedade, perturbou o sistema, destruiu o instituído, desestabeleceu o estabelecido, desfez o que estava feito, desarmou o armado. Por isso mesmo, Construção “desencanta o encantado, desmitifica o mito, ordena o caótico”.
O poeta questiona insensatez da sociedade, seu desdém pelo próximo, seu desinteresse comunitário. E, ratificando a castração dos valores essenciais do homem, durante essa triste vida (“construção”), o amor é praticamente anulado, enquanto impossibilidade de concretização:
Amou daquela vez como se fosse a última
Amou daquela vez como se fosse o último
Chico atesta a desumanização do homem: Amou daquela vez como se fosse máquina
O fim demonstra a anulação total. O resultado de tudo é a inutilidade:
Morreu/Morreu/Morreu
Chico Buarque mostra a indiferença, a opressão exercida sobre os mais humildes, redução, cada vez maior, da individualidade humana. Registra o homem esquecido, perdido em seu anonimato.
Por meio de grande intensidade rítmica, com o final dos versos em proparoxítonas e trissílabas (recurso raro em língua portuguesa), numa cadência coerente ao tema (a repetição de palavras e frases reflete a própria repetição rotineira da vida do anônimo), o texto articula os contrários, sem suprimi-los, dado característico da imagem poética.
A tensão entre humano (flácidas, flácido, tímido e bêbado) e não-humano (paredes, pacote) retrata a densidade poética e a visão social do autor.
O uso do pra não é só marca de oralidade mas faz-se necessário o uso do pra no sentido de manter a musicalidade, a rima
O homem (“bêbado, “tímido” etc.) é coisificado (“paredes”, “pacote” etc.), ratificando a crítica política e social do texto.
A consciência social de Chico Buarque de Holanda em Construção, como em toda a sua obra, é evidente. Sabe o poeta que a poesia é o seu instrumento, o seu veículo de denúncia, de crítica, de representação de uma realidade desumana e injusta, pois é preciso que o homem não seja “máquina” nem “pacote”. Mas que signifique. Que também possa exercer sua liberdade.
Assim deve ser visto pela sociedade. Chico aponta para uma estrutura social que não gostaria que existisse para uma coisificação do homem que não deve persistir. Em Construção, o sujeito é generalizado.
O homem é visto, em relação à sociedade, de maneira trágica, oprimido, marcado pela inutilidade. Ele constrói, mas é destruído.
A música "construção" incorpora vários elementos que podem nos dar uma idéia do que ela trata e o porquê de ter sido escrita da forma que foi.
Eu penso que há duas mensagens básicas na letra. Uma que salta logo no início é quando ele, Chico, arrola uma série de ações banais, mas que só são banais pelo automatismo com que são executadas. Por exemplo: amar, beijar, atravessar, subir, etc. O homem executa várias ações sem meditar sobre o gesto. Assim vamos vivendo em família, circulando pela cidade, trabalhando, etc, tudo numa repetição monótona. Tudo se passa como se tivéssemos um botão de iniciar e pronto
Essa colocação denuncia o esvaziamento dos gestos, tudo fica destituído de um significado maior.
A outra mensagem que também é passada diz respeito à opressão externa, aquela que é exercida sobre os homens e os transforma nas máquinas de trabalhar, amar, etc. Essa é uma crítica de cunho social. Essa denúncia nos faz pensar que pode existir uma forma diferente de tudo ser feito, executado ou vivido.
Há também crítica ao papel da religião, destacando sua pouca efetividade em resolver o problema social, deixando tudo num "Deus lhe pague".
Por último, percebe-se que é posta uma ênfase na última palavra de cada estrofe. Essas palavras são todas proparoxítonas e dá um encadeamento, ou melhor, uma pausa que realça o seu significado. Assim temos as palavras última, último, único, tímido, máquina, sólidas, mágico, lágrima, sábado, príncipe, náufrago, bêbado, etc. Essa forma de poetisar é um convite à reflexão.
Quanto ao arranjo, são incorporadas cacofonias, dodecafonias, num vibrante que vai atingindo, aos poucos, gradativamente, um máximo de intensidade
Essa casa é para nós representarmos como a realidade é desumana e injusta e como nós já dissemos ,
A consciência social de Chico Buarque de Holanda em Construção, como em toda a sua obra, é evidente. Sabe o poeta que a poesia é o seu instrumento, o seu veículo de denúncia, de crítica, de representação de uma realidade desumana e injusta, pois é preciso que o homem não seja “máquina” nem “pacote”. Mas que signifique. Que também possa exercer sua liberdade. Assim deve ser visto pela sociedade. Chico aponta para uma estrutura social que não gostaria que existisse para uma coisificação do homem que não deve persistir. Em Construção, o sujeito é generalizado. O homem é visto, em relação à sociedade, de maneira trágica, oprimido, marcado pela inutilidade. Ele constrói, mas é destruído
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